Tainha dourada surpreende pescadores e viraliza após aparecer em cardume em Garopaba

 

  • Foto: Reprodução/ Instagram/ @Garopadroni - Tainha dourada surpreende pescadores e viraliza após aparecer em cardume em Garopaba





Peixe de coloração rara foi registrado em meio a milhares de tainhas; especialista aponta possível alteração genética e relembra que fenômeno não representa risco ambiental

Um registro incomum feito no litoral de Santa Catarina chamou a atenção de moradores e ganhou destaque nas redes sociais nesta semana. Em meio a um gigantesco cardume de tainhas avistado em Garopaba, no Sul do Estado, um peixe com coloração dourada apareceu entre os demais animais e despertou curiosidade entre pescadores e internautas.

As imagens foram registradas por Luiz Henrique da Silva e divulgadas em seu perfil no Instagram, Garopadroni, onde rapidamente repercutiram entre moradores da região e amantes da pesca artesanal.

Conhecida popularmente como “tainha dourada”, a espécie de aparência diferenciada também trouxe à tona antigas crenças populares ligadas à pesca artesanal. Em comentários nas redes sociais, usuários lembraram histórias contadas por pescadores antigos, segundo as quais o peixe seria uma espécie de guardião do mar e da fartura na pesca.

De acordo com a tradição popular, encontrar a tainha dourada seria sinal de sorte, mas capturá-la poderia trazer períodos de escassez e má sorte para os próximos anos.

Apesar do imaginário popular, especialistas explicam que a coloração incomum possui uma explicação científica. O oceanógrafo Rodrigo Mazzoleni, coordenador do curso de Oceanografia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), afirma que o animal provavelmente apresenta uma alteração genética relacionada à pigmentação.

Segundo ele, casos de leucismo ou albinismo parcial podem provocar redução da coloração escura natural dos peixes, resultando em tons amarelados ou mais claros. O leucismo é apontado como a hipótese mais provável para o caso registrado em Garopaba.

O especialista destaca ainda que fatores como iluminação, transparência da água e até o ângulo das imagens podem ter contribuído para intensificar o aspecto dourado do peixe nas gravações divulgadas nas redes.

Mazzoleni reforça que esse tipo de variação genética ocorre naturalmente em diversas espécies e não representa ameaça ao meio ambiente nem sinal de desequilíbrio ecológico.

A orientação, segundo ele, é que pescadores e moradores comuniquem instituições de pesquisa e órgãos ambientais sempre que encontrarem animais com características incomuns. Registros desse tipo podem contribuir para estudos científicos sobre a fauna marinha.

Além da tainha dourada, outro detalhe que chamou atenção foi o tamanho do cardume registrado no litoral catarinense. Conforme o oceanógrafo, estimar o número exato de peixes é uma tarefa complexa, já que os cardumes se movimentam em diferentes profundidades no mar.

Mesmo sem uma contagem precisa, a avaliação é de que milhares de tainhas estivessem reunidas no local durante o fenômeno.


Por Redação RSC, com informações do NSC Total

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