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Projeto busca organizar dados sobre crianças e adolescentes afetados e fortalecer ações de proteção no estado
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou um procedimento administrativo para desenvolver uma base de dados voltada a crianças e adolescentes que perderam familiares em casos de feminicídio. A medida surgiu após a elaboração do Mapa do Feminicídio e a constatação da falta de informações organizadas sobre essas vítimas indiretas no estado.
A ação é conduzida pelo Núcleo de Enfrentamento a Violências e Apoio às Vítimas (NEAVIT), que pretende firmar parcerias técnicas e operacionais para viabilizar o cruzamento de dados entre as instituições. A proposta é identificar onde estão esses jovens, compreender suas condições de vida e subsidiar a criação de políticas públicas mais eficazes de assistência e acompanhamento.
Segundo a coordenadora-geral do núcleo, a iniciativa destaca a necessidade de atuação integrada entre diferentes órgãos. Ela ressalta que o feminicídio não afeta apenas a vítima direta, mas também seus filhos, que frequentemente enfrentam desestruturação familiar, impactos emocionais, vulnerabilidade social e dificuldades financeiras. Ainda assim, há escassez de dados consolidados sobre essa realidade.
Com a sistematização das informações, o MPSC pretende aprimorar os fluxos de atendimento e garantir maior efetividade nas ações de proteção, respeitando as normas de sigilo e proteção de dados pessoais.
A nova iniciativa tem como base o Mapa do Feminicídio em Santa Catarina, lançado pelo órgão em março, que analisou ocorrências entre 2020 e 2024. Nesse período, foram registradas 335 vítimas no estado. O levantamento reúne e interpreta dados oficiais e informações de investigações, permitindo identificar padrões, fatores de risco e impactos sociais da violência de gênero.
O projeto integra um conjunto de ações prioritárias do MPSC voltadas à prevenção do feminicídio e ao enfrentamento de todas as formas de violência contra a mulher.
Por Redação RSC

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