Pequeno cetáceo encontrado no litoral brasileiro enfrenta risco de extinção e tem na interação com redes de pesca uma das principais ameaças
Santa Catarina já registrou 43 toninhas mortas entre o início de 2026 e o dia 15 de agosto, segundo dados divulgados nesta semana. A quantidade de ocorrências ao longo do litoral catarinense reforça a preocupação em torno da conservação da espécie.
A toninha (Pontoporia blainvillei) é um dos menores cetáceos encontrados no Brasil e vive principalmente em águas próximas à costa. Justamente por permanecer nessas regiões, o animal fica mais exposto à atividade pesqueira.
Um dos principais problemas enfrentados pela espécie é o emalhe acidental em redes de pesca. Quando ficam presas, as toninhas podem não conseguir chegar à superfície para respirar, situação que representa uma ameaça importante para suas populações.
Outro fator que preocupa pesquisadores é o ritmo de reprodução desses animais. A reposição de indivíduos acontece de maneira gradual, fazendo com que mortes frequentes tenham potencial para comprometer ainda mais a população existente.
A espécie ocorre em uma faixa do Atlântico Sul que inclui Brasil, Uruguai e Argentina e já enfrenta um cenário delicado de conservação.
O acompanhamento dos animais encontrados mortos nas praias permite aos pesquisadores reunir informações sobre as ocorrências e compreender melhor os impactos enfrentados pela espécie.
Os registros de 2026 reforçam a necessidade de ações voltadas à preservação das toninhas e à redução das capturas acidentais, buscando conciliar a conservação da fauna marinha com as atividades realizadas no litoral.
Por Redação RSC, com informações g1.

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