Dez anos depois, relato de suposta ‘Hóstia do Milagre’ ainda chama atenção em igreja histórica de Garopaba

 


Episódio ocorreu durante a Semana Santa de 2016, quando uma integrante da comunidade afirma ter percebido uma imagem semelhante a um rosto em uma hóstia

Um relato registrado há dez anos na Paróquia São Joaquim, em Garopaba, no Litoral Sul de Santa Catarina, descreve uma experiência que ficou conhecida entre integrantes da comunidade como a “Hóstia do Milagre”. O episódio teria ocorrido durante a Semana Santa de 2016, em meio aos preparativos para as celebrações da Páscoa.

Segundo o relato publicado em uma obra sobre a história e as experiências da comunidade, o episódio aconteceu em 24 de março de 2016, uma Quinta-feira Santa. Naquele período, a igreja passava por trabalhos de restauração e a comunidade se preparava para o Tríduo Pascal.

A autora conta que estava sozinha na igreja enquanto organizava o altar e verificava as hóstias que seriam utilizadas nas celebrações. Ao observar uma delas, teria percebido uma marca diferente das demais. A partir daquele momento, segundo o relato, passou a prestar atenção especial àquela hóstia.

Padre teria identificado imagem semelhante a um rosto

De acordo com a narrativa, a hóstia foi levada até o sacrário e, posteriormente, colocada nas mãos do então pároco, padre Pedro Schlichting, que havia reassumido a Paróquia São Joaquim em janeiro daquele ano.

A autora afirma que, ao observar a hóstia, perguntou ao sacerdote se ele conseguia enxergar apenas uma mancha. Segundo o relato, o padre teria respondido que via uma “face”, semelhante a um rosto humano.

Ainda conforme a narrativa, o sacerdote pediu que o episódio fosse mantido em segredo inicialmente e determinou que a hóstia permanecesse guardada no sacrário. A situação, entretanto, acabou sendo comentada entre integrantes da comunidade nos dias seguintes.

O relato também menciona que outras pessoas teriam observado a marca na hóstia e associado a imagem ao rosto de Jesus. A partir daí, o episódio passou a ser chamado pelos participantes de “Hóstia do Milagre”.

Experiência ocorreu durante a Semana Santa

A narrativa registrada no livro descreve ainda os dias seguintes ao episódio, incluindo as celebrações da Semana Santa e momentos em que integrantes da comunidade teriam observado novamente a hóstia.

Em uma das passagens, a autora conta que mostrou a hóstia a outras pessoas e que a marca permanecia visível. A fotografia reproduzida na obra mostra a partícula com uma área circular e uma marca que, segundo os envolvidos, lembraria um rosto.

O episódio não é apresentado nas páginas como resultado de uma investigação científica que comprove uma manifestação sobrenatural. Trata-se de um relato de fé registrado por integrantes da comunidade católica que vivenciaram ou acompanharam os acontecimentos.

Dez anos depois

Em 2026, uma década após o episódio, o relato permanece registrado na memória religiosa de parte da comunidade de Garopaba. A história está associada a um período importante da Paróquia São Joaquim, que também passava por obras de restauração naquele ano.

O caso reúne elementos de fé, tradição e memória local e continua despertando curiosidade entre pessoas que conhecem a história da igreja e das celebrações realizadas durante a Semana Santa de 2016.

Por Redação RSC


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