Possível super El Niño coloca autoridades e meteorologistas em alerta no Brasil


  • Foto: Thiago Kaue / SecomGOVSC - Possível super El Niño coloca autoridades e meteorologistas em alerta no Brasil



 

Projeções indicam fenômeno climático de forte intensidade a partir do segundo semestre de 2026, elevando o risco de enchentes, temporais e eventos extremos no Sul do país

As consequências das enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 ainda geram preocupação em todo o país. Agora, novos estudos internacionais voltaram a acender o sinal de alerta entre especialistas do clima: o Brasil poderá enfrentar um episódio de El Niño de intensidade muito forte nos próximos meses, com potencial para provocar eventos extremos principalmente na região Sul.

O tema ganhou repercussão após projeções divulgadas pela Organização Meteorológica Mundial apontarem aquecimento acima da média nas águas do Oceano Pacífico. Segundo os modelos climáticos, existe alta probabilidade de formação do fenômeno a partir do segundo semestre de 2026.

Especialistas alertam que o cenário pode favorecer chuvas volumosas, enchentes, enxurradas e deslizamentos de terra, especialmente durante a primavera, período em que o fenômeno tende a ganhar mais força.

De acordo com estimativas internacionais, a chance de consolidação do El Niño supera 90% ao longo do segundo semestre do ano. Embora o termo “super El Niño” não seja uma classificação oficial, meteorologistas afirmam que os modelos atuais indicam um evento enquadrado na categoria de intensidade muito forte.

A previsão é de que os primeiros efeitos ocorram inicialmente no Rio Grande do Sul, avançando posteriormente para Santa Catarina e Paraná ao longo do inverno.


Fenômeno ainda está em fase de monitoramento

O Instituto Nacional de Meteorologia informou que acompanha constantemente a evolução das condições oceânicas e atmosféricas. Segundo o órgão, a previsão climática de longo prazo ainda possui limitações técnicas, especialmente durante o outono, período considerado de transição climática.

Em nota, o instituto destacou que há elevada probabilidade de formação do El Niño no segundo semestre de 2026, mas ainda não é possível determinar exatamente qual será a intensidade máxima do evento.


Impactos podem variar conforme cada região do país

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, os efeitos do El Niño mudam conforme a região brasileira.

Na região Sul, a tendência é de aumento expressivo das chuvas, favorecendo episódios de enchentes, alagamentos e movimentos de massa. Já no Norte e Nordeste, o fenômeno pode provocar estiagens mais severas e aumento do risco de queimadas, afetando diretamente a agricultura e o abastecimento hídrico.

Além dos impactos ambientais, especialistas alertam para prejuízos urbanos, danos à infraestrutura pública e riscos à população que vive em áreas vulneráveis.


Autoridades discutem ações preventivas

Diante das projeções climáticas, órgãos públicos intensificam estudos e medidas preventivas para reduzir possíveis danos provocados por eventos extremos.

A Defesa Civil de Santa Catarina informou nesta semana que avalia a possibilidade de decretar alerta climático preventivo no estado. A proposta busca acelerar ações emergenciais e facilitar o acesso dos municípios a recursos destinados à prevenção e resposta a desastres naturais.

Segundo o órgão, investimentos já vêm sendo realizados em áreas historicamente afetadas por enchentes, principalmente no Alto Vale do Itajaí. Entre as ações estão melhorias fluviais, modernização de barragens e ampliação da rede de monitoramento hidrometeorológico.

Atualmente, Santa Catarina conta com mais de 170 estações de monitoramento climático operando em tempo real, utilizadas para acompanhamento contínuo das condições meteorológicas e emissão de alertas à população.


Por Redação RSC, com informações da SECOM GovSC e NDMais

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